quarta-feira, 14 de abril de 2010

Soneto embrionário

Como admiro as mulheres. Como admiro as dores dos partos, do brilho da vida. Elas dão a luz. A luz.
E então percebo que a capacidade humana não se restringe às mulheres. Não se restringe aos hospitais, obstetras nem nada parecido. Restringe-se às virtudes.
E então um embrião manifesta nas suas idéias. E você o gera. Delícia de idéia!
Você controla ela no papel, como um pai faz com um filho? Não. Isso não favorece um soneto, eu sei.

Idéias são luz. E tudo cresce, as idéias também. Meu Deus, como preciso dizer o quanto é importante gerar as idéias e criá-las no papel.

Embrião, aquele ovinho em potencial, com capacidade para se tornar tudo. E é dessa potencialidade que falo. Dessa capacidade de ser tudo (em potencial) - meu Deus, como estou repetitivo nesse início de tarde.
As idéias têm o potencial de fazer os outros pensar. De agir. Idéias. Como quero dar a elas um berço num caderno de folhas brancos, simplesmente para elas o sujarem. Idéias! Como quero vocês consumadas com toda a sua potencialidade significante no "sepulcro de neve" (Olavo Bilac).
E depois de caminhar essa manhã por um estrada sem fim de idéias, de criatividade exposta a quem quiser ver, depois de rir do Kafka, simplesmente penso no sorriso desse embrião que devia ser um soneto, mas acaba num cabimento de texto.
Acho que isso é fruto de um soneto embrionário.

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