sexta-feira, 16 de abril de 2010

Poeta

Não consigo falar do poeta, daquele que escreve. não sei caracterizá-lo, tampouco vê-lo. Sempre que tento chego a mim mesmo e isso não é aceitável, pelo menos por enquanto. Um dia quem sabe...
Descreverei o poeta que esteja sentado no banco de uma praça movimentada, à sombra das árvores, ao lado de um vendedor de picolés. Com ele seu velho carrinho. De hora em hora o vendedor ambulante olha o relógio. Está de camisa listrada, com os dois primeiros botões de cima para baixo desabotoados e com uma calça clara.
À frente do poeta há flores amarelas e laranjadas que não se sabe o nome, no entanto não se preocupa pois não é essa a função do poeta. Não conseguiria. Há palmeiras também. Está surpreso, a velha praça ainda está bela. Tirando alguma poeira dos bancos...
Do outro lado da rua, frente à praça, um prédio grande (uma loja) onde as pessoas entram e saem o tempo todo. Está de dia, mas é impossível não notar o poste apagado. Como é outono, depois das seis da tarde ele será útil. Sentado, pensando nisso tudo e pensando em como tornaria toda essa situação em palavras. Está escrevendo algo, acho que é sobre isso. Meu Deus, o poeta sou eu.

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