terça-feira, 20 de abril de 2010

Ênfase nos olhares cinzentos


Alvo som da escritura.

Canção de guerra,

Cantos de soldados mortos

Que morreram a sós,

Nas tão dolorosas trincheiras.

Agora grita todo um povo

Que antes admirado,

Se volta ao chão como

Num ato de humilhação.

Olhos oblíquos e vivos,

Presentes em todo o sofrimento,

Enquanto a miséria envolve

Seus olhos claros,

Olhos superiores,

Olhos agora, mortos.

Asas se abatem,

Não asas de anjos,

Asas de corvos,

Asas daqueles que agora,

Não podem mais voar.

Agora, o bico do povo

Bate na rocha, e perde com dor,

Todos os seus monstros e

Conceitos, enquanto suas

Asas flamejam, e seus

Olhos queimam

O que resta agora, são cinzas...

Cinzas dos olhos claros e superiores...

Cinzas da Guerra...

08.08.2009

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